19 de out 2017

Nível de reservatórios do Triângulo Mineiro permanece baixo

Embora o risco de desabastecimento hídrico no Triângulo Mineiro seja […]

Embora o risco de desabastecimento hídrico no Triângulo Mineiro seja considerado pequeno pelos órgãos que atuam no setor, a chegada de chuvas regulares é esperada para garantir que a oferta de serviço seja mantida. O G1 procurou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para saber como andam os reservatórios da região e também os órgãos responsáveis pelo abastecimento das principais cidades, Uberlândia e Uberaba, para saber como está a situação dos rios. Na maioria dos casos, o nível dos reservatórios permanece baixo.

A longa estiagem que prevaleceu nos últimos meses deixou várias cidades em alerta quanto à economia de água. A seca prolongada também afetou o nível dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que produzem 70% da energia do país. A situação mais crítica foi registrada na Usina de Marimbondo, que está com o volume útil cerca de 70% menor em comparação com 2016.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas sequenciais devem ocorrer no Triângulo Mineiro apenas depois do dia 24 de outubro. As chuvas isoladas que atingiram a região nos últimos dias não foram tão significativas em relação à umidade, que continua baixa. Até a próxima semana, a tendência é de céu claro, parcialmente nublado, com alguns eventos de névoa seca e chuvas pontuais.

 Abastecimento em Uberaba

Após a chuva registrada na noite desta segunda-feira, houve uma boa recuperação da vazão do Rio Uberaba, segundo o Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau). A vazão subiu para 1.100 litros/segundo, mas por precaução, o Codau mantém os três motores do sistema de transposição do Rio Claro acionados.

Ainda segundo a autarquia, o abastecimento do município está normalizado e todos os reservatórios estão em atividade, sem necessidade de manobras de fechamento. Se as precipitações pluviométricas continuarem em volume médio, a situação tenderá para uma recuperação mais rápida da vazão do Rio Uberaba.

“Entretanto, neste momento, o cenário ainda não está definido e a orientação do Codau é para que a população continue a economizar e eliminar atitudes de desperdício de água”, reforçou a autarquia.

No dia 23 de setembro, a cidade havia completado exatos 100 dias sem chuva, considerada a estiagem mais longa da história. Devido à situação crítica de estiagem, o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, chegou a fazer um alerta à população sobre a importância de economizar água, já que o consumo na cidade aumentou em cerca de 20% nos últimos meses.

Um Decreto de Combate à Crise Hídrica também foi publicado no último mês. Desde o dia 21 de setembro, quem for pego lavando calçadas, ruas, veículos ou regando jardins com mangueira ou outro utensílio que permita o escoamento de água contínua, será autuado na cidade. Em caso de reincidência, será aplicada uma multa.

Fonte: g1.globo.com

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado. Required fields are marked *

*

MENU