12 de set 2018

Deus nos chama pelo nome!

Como tem sido costume na Igreja católica no Brasil, de […]

Como tem sido costume na Igreja católica no Brasil, de maneira muito pedagógica e catequética, o mês de agosto é dedicado às vocações, seja no propósito de intensificarmos nossas orações ou ainda de nos conscientizarmos sobre dimensão tão importante de nossas vidas.

Apesar de nossas imperfeições, pecados e independente de quaisquer aspectos mundanos como classe social, gênero, idade ou nacionalidade, Deus, que se revela plenamente em Jesus Cristo, nos conhece, nos escolhe, nos ama e nos quer porque somos Sua criação, criados à sua imagem e semelhança.

Da mesma maneira que Ele chamou Abraão na terra longínqua de Ur e, também, lembrou-se de Davi que – apesar de ser o mais franzino e jovem de muitos irmãos de Amós, e simples pastor de ovelhas, foi um importante profeta para o povo de Deus – ou mesmo daquela jovem e desconhecida mocinha de Nazaré de nome Maria. Ele faz conosco como fez com Pedro, Tiago, André, João e Natanael.

Chama-nos pelo nome e, como pastor que conhece suas ovelhas, convida-nos: “Vinde e vede”!

Alguns são chamados a viver como leigos, por meio da vida familiar e do compromisso pastoral em nossas paróquias; alguns, em seus ambientes de trabalho e vizinhanças, por mais longes que sejam e outros, a se consagrarem totalmente – como fizeram os apóstolos – ao projeto de Deus: bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas.

Na Arquidiocese de Uberaba, há a presença de muitos padres religiosos, por vezes, chamados de freis, e de religiosas que, com o carisma de suas ordens e congregações, enriquecem o projeto de sermos discípulos-missionários de nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua boa-nova!

E há, também, os padres que são comumente chamados de padres diocesanos ou coletivamente como clero secular.

Se compararmos com a área médica, poderemos dizer que os padres religiosos são ‘médicos especialistas’, e os diocesanos, ‘clínicos gerais’, sempre referenciando seu ministério na pessoa de Jesus Cristo, num processo incessante de identificação pessoal e afetuosa com Ele.

O fato de o processo de formação sacerdotal ser longo demonstra tão somente o cuidado e o compromisso da Igreja com seu povo, à medida que investe na preparação de futuros padres que estarão a serviço, desse mesmo povo, como pastores acolhedores em nome do Bom Pastor – Jesus Cristo.

Para ingressar nessa formação, o processo contempla as seguintes etapas:o acompanhamento vocacional, com a duração de um ano, atualmente conduzida pelo Pe. Rogério e com o auxílio de leigos da Pastoral Vocacional; no ano seguinte, realiza-se o estágio propedêutico, em Araxá, sob a orientação de Monsenhor Levi.

Propedêutico, palavra antiga e de origem grega, significa um começo ou iniciação em que se faz necessário aguçar mais ‘o ver’ e ‘o ouvir’ do que necessariamente ‘o falar’ e ‘o fazer’.

Concluídas essas etapas, o candidato ao sacerdócio é oficialmente admitido no Seminário Maior Nossa Senhora da Abadia e São José na cidade de Belo Horizonte, para estudar inicialmente três anos de Filosofia e quatro anos de Teologia na conceituada Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, sempre sob a orientação zelosa de nosso Reitor Padre Vanderlei.

Ao final desses estudos, o seminarista realiza, também, um ano de estágio pastoral em uma das paróquias de nossa Arquidiocese, para que possa ser ordenado diácono e depois padre (para a maior glória de Deus e serviço ao Seu povo).

Somos todos chamados pelo nome! Ousemos responder a esse chamado como tantos fizeram e fazem ainda hoje. Que nunca cessemos as nossas orações pelas vocações, por mais diferentes que sejam, porque “a messe é grande, mas os operários sãos poucos”!

Seminarista Vitor Lacerda

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