8 de Mar 2017

Uberaba lidera casos de violência contra a mulher em Minas Gerais

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Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais (Sesp-MG) divulga dados referentes a 2016 sobre a violência contra a mulher no Estado. Segundo as informações divulgadas pelo jornal O Tempo, a cada hora, 14 mulheres foram agredidas em Minas. Dentro destes dados, a região do Triângulo Mineiro se destaca com pontos positivos e negativos. A microrregião de Uberaba teve a taxa mais alta de violência doméstica, enquanto Uberlândia apresentou índices mais baixos. A área de segurança de Uberaba apresentou uma taxa de 796 casos para cada 100 mil habitantes, número este bem acima da média do Estado, de 600. Já na área de segurança de Uberlândia o índice foi de 445.

Para a gerente do Centro de Referência da Mulher de Uberaba, Juciara Moura, a questão financeira influencia muito a violência contra a mulher. “Observamos que hoje temos muitos forasteiros na cidade. Trabalhadores de outras regiões vêm para cá atuar na construção civil e nas usinas, por exemplo. Eles formam outra família ou trazem a sua para que vivam aqui com pouca estrutura. Então, qualquer problema, por menor que seja, na família, é motivo para desavença, violência. Percebemos que hoje as famílias estão muito desestruturadas. A crise no país, com muita gente desempregada, reflete na vivência entre as relações sociais”, ressalta Juciara.

Ainda de acordo com a gerente, durante o atendimento, as mulheres relatam que as brigas começam por coisas pequenas e terminam com violências físicas. “Esse cenário econômico está pesando, porque sabemos que os atos violentos vão desencadeando nas relações sociais. Temos feito rodas de conversas nas escolas, pois a base é muito importante. Então, trabalhamos com os adolescentes para que eles não cometam os mesmos erros no futuro”, reforça.

O Centro de Referência da Mulher de Uberaba oferece atendimento com psicóloga e assistente social. Após serem ouvidas pelas profissionais de saúde, as vítimas de agressões domésticas são encaminhadas à Delegacia de Orientação e Proteção à Família, que registram a ocorrência e representação contra o agressor e, se for o caso, solicitam medida protetiva. Também são encaminhadas para grupos de convivência, nos Cras, onde participam de rodas de conversas, como meio de superar os problemas e voltar até mesmo ao mercado de trabalho.

Fonte: jmonline.com.br

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