26 de Dez 2016

Número de desempregados no Brasil ultrapassa a marca dos 12 milhões

O número de brasileiros desempregados chegou a 12 milhões. Contudo, antes que a notícia melhore, os números devem continuar alertando a população e o país só deve sair da recessão em meados de 2017. A taxa de desemprego deve subir ainda mais no início do ano e só tende a cair no final do primeiro semestre, quando o número de contratações volte a superar o de demissões.

Dessa forma, o ano de 2017 tende a ser de estabilizações e antes de a economia começar a se reerguer, como era a expectativa de diversos setores. Nesse sentido, deve ser a indústria o primeiro a sinalizar recuperação, já que foi também o primeiro setor a começar o processo demissional. Contudo, ainda há dúvida, tendo em vista o elevado nível de ociosidade.

De todos, o comércio foi quem mais sofreu com a crise econômica, sendo o setor com maior número de demissões. Num total de mais de 751 mil vagas formais eliminadas, 247 mil foram no comércio, ou seja, mais de 32%. Na sequência estão construção civil, indústria e serviços. Na contramão da recessão estão agricultura e a administração pública, os únicos setores a criarem novos postos em 2016.

Taxa de desemprego. Segundo apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falta trabalho para cerca de 23 milhões de brasileiros. Para ser considerado desempregado pelo instituto é preciso que o cidadão esteja procurando emprego há 30 dias. Como cenário é nada promissor, muitos brasileiros chegam a desistir de procurar uma vaga. Economistas apontam que a taxa de desemprego deve ultrapassar os 13% no ano que vem. Lembrando que os últimos dados divulgados, em outubro deste ano, mostram que mais de 751 mil postos de trabalho formais foram eliminados em 2016 – em 2015 foram perdidos 1,54 milhão de empregos com carteira assinada.

Autônomo. Se trabalhar por conta própria era a melhor opção para quem perdeu o emprego num passado próximo, a ideia mostra sinais de saturação em tempos atuais. Isso porque em sete meses, o Brasil perdeu mais de 1,4 milhão de autônomos. Na prática, muitos dos desempregados que tentaram abrir um negócio e trabalhar por conta própria desistiram ou quebraram.

Fonte: jmonline.com.br

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