12 de Jul 2017

Marketing Cristão

O conceito de Marketing vem se reconfigurando e, com isso, atendendo a diversas realidades. O título Marketing Cristão não é uma heresia, mas uma forma de manter-se fiel aos mandamentos de Deus, buscando a permanência em um mercado altamente competitivo e distante de tais mandamentos. O que quero dizer é que apresentar-se aos seus possíveis clientes como empresa com conceitos cristãos não é uma fraqueza, mas uma força e, também, uma grande oportunidade e, porque não dizer, um diferencial. Imagine o seguinte: um cliente cristão precisa comprar uma roupa, e ele tem várias possibilidades: empresa “A”, empresa “B” e empresa “C”. Porém, na hora de efetuar a compra ele encontra um dado importante: a administração da empresa “A” é gerida com preceitos cristãos. Mas porque isso seria importante? Sabemos que a proposta de Cristo é que todos tenham tudo em comum. Isso quer dizer, na verdade, que é possível construir um relacionamento envolvendo empresa e cliente. A conta é simples: a empresa precisa vender, e o cliente, comprar. Porque, então, não fazer uma parceria sadia, já que aspectos como transparência, honestidade e bom senso fazem parte dos serviços ofertados pela cristã.

No primeiro momento do Marketing, conhecido como 1.0, sua aplicação era estritamente à venda de produtos. E existia razão para isso, uma vez que o conceito, primitivo, estava ligado à etimologia da palavra Market, que em inglês quer dizer mercado. Portanto, marketing era apenas uma ação dentro do mercado com objetivo clarificado de vendas. O cliente, nesse período, era subjugado pelos interesses econômicos.

No segundo momento do marketing, nomeado como 2.0, o “cliente” começa a ser percebido. É nessa fase que os direitos do consumidor começam a delimitar e a pautar algumas ações de marketing. Apesar de o cliente ser reconhecido como uma parte importante do processo, ele ainda era visto apenas por um ângulo, isto é, a empresa só entra em contato com o cliente na hora de vender, pois ele é apenas consumidor. Muitas empresas vivem esse regime, provocando a escravização do cliente, diferente do conceito de fidelização.

Estamos vivendo, segundo Philip Kotler, o marketing 3.0, que traz um movimento novo ao processo de relacionamento entre empresa e cliente. Aliás, as terminologias nessa etapa dão lugar à Marca (empresa) e Fã (cliente). Esse cenário prevê que tanto empresa, quanto cliente, reconfigurados em marca e fã, sejam relevantes um para o outro. Por isso, a empresa 3.0 é aquela que oferece significado (valor cristão) ao serviço oferecido ao cliente.

Empresas buscam ser legitimadas pela opinião pública ou por públicos específicos. Isso porque as indicações de clientes para clientes são fundamentais para as empresas na hora de fechar um negócio. É muito comum ouvirmos: “se eu fosse você não comprava naquela empresa…”. Ou o contrário: “pode comprar sem medo…”.

A ideia é que nichos de mercado encontrem respaldo diante de um público cada vez mais segmentado e exigente. Exemplo: empresas pequenas, com gestão católica, podem, facilmente, buscar consolidação no mercado através dos meios de comunicação que alcançam clientes católicos, pois têm os mesmos interesses.

Tal ação, como já dissemos, é uma oportunidade latente e precisa ser explorada. Se o caro leitor é ou conhece um microempresário católico, faça ou indique esta experiência. Mas se o caro leitor é um cliente, que tal começar a olhar com mais carinho para empresas que entregam muito mais que apenas um produto ou serviço, ou seja, valores cristãos?

*Luís Fernando é formado em comunicação social, mestre em Educação com ênfase em Educomunicação, coordenador do curso de pós-graduação em Marketing Digital da Universidade de Uberaba e professor nos cursos de Jornalismo, Publicidade, MBA em Gestão em Marketing e curso tecnológico em Marketing na mesma instituição. 

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