21 de Mar 2017

Gás de cozinha fica mais caro e pode chegar a R$ 70 na cidade

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A Petrobras anunciou o aumento de 9,8%, em média, no preço do gás de cozinha vendido em botijões de até 13kg nas refinarias. O reajuste entrou em vigor à zero de hoje. Se o aumento for repassado integralmente ao consumidor, a companhia estima que o botijão de gás possa subir 3,1%, ou cerca de R$1,76 por botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos. No entanto, os revendedores calculam que o aumento pode ser maior, fazendo com que o botijão chegue a ser comercializado em Uberaba a R$70.

A estatal anunciou o aumento durante workshop “Combustível Brasil”, promovido pelo Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional do Petróleo e Empresa de Pesquisa Energética, realizado nos dias 7 e 8 deste mês, e o fim da política de subsídio, informando que o gás custou caro à Petrobras, mas não beneficiou o consumidor.

Declaração causou indignação por parte da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR), que em nota esclareceu que a iniciativa desrespeitou todos os agentes envolvidos no programa “Combustível Brasil”, enquanto buscavam medidas que visam promover o setor, em especial a própria Petrobras, mas sem perdas aos consumidores brasileiros, indo a público comunicar o fim do subsídio, sem critérios e de forma alarmista.

Procurado pela reportagem, o vice-presidente do Sindicato de Revendedores de Gás de Uberaba, Cláudio Renê da Cruz, alerta o consumidor e garante que o valor será repassado. “Em setembro do ano passado e em janeiro deste ano houve um aumento pelas distribuidoras de 6% a 7%, porém, esses valores não foram remanejados para o consumidor final. Com o aumento de 9,8%, as distribuidoras não terão como manter o mesmo preço e com toda a certeza o gás de cozinha deverá aumentar”, afirma o sindicalista.

Em cotação feita pelo Sindicato de Revendedores de Gás nos dois últimos meses, consta que o gás na cidade estava sendo comercializado entre R$55 e R$60, porém essa estatística deve mudar. “Revendedoras não irão conseguir manter o mesmo valor para o botijão de gás de 13 quilos porque já estão operando no seu limite. Por exemplo, se antes a revendedora tinha seis funcionários, hoje tem quatro. Algumas revendedoras não conseguiram se sustentar no mercado. Acredito que agora o gás poderá ser comercializado nos valores de R$65 a R$70”, destaca Renê.

Fone: jmonline.com.br

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