19 de Abr 2017

Fórum de trabalhadores busca apoio de igrejas para greve geral dia 28

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Membros do Fórum dos Trabalhadores de Uberaba se reuniram ontem com representantes de comunidades religiosas para pedir apoio às causas defendidas pelo grupo, entre elas, a não-aprovação da reforma da Previdência. O encontro foi com lideranças das igrejas Católica e Evangélica.

O primeiro encontro foi na Arquidiocese de Uberaba, com o arcebispo dom Paulo Mendes Peixoto. “Pedimos ao arcebispo envolvimento maior do clero uberabense nas causas em que estamos envolvidos, em defesa do trabalhador. Embora já tenha sido divulgado um posicionamento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com relação às reformas, inclusive contra a reforma da Previdência, é importante o envolvimento do clero local nesta questão”, explica o presidente do Sindicato dos Educadores Municipais e membro do fórum, Adislau Leite.

Durante a reunião foi divulgada a agenda de atividades previstas e elaborada pelo fórum para os próximos dias, como a greve geral nacional que será realizada em 28 de abril contra as reformas da Previdência e trabalhista e a Lei das Terceirizações, além das ações programadas para o Dia do Trabalho.

Segundo Adislau, o arcebispo, por sua vez, disse que fará o possível para levar a posição da Igreja aos fiéis e também pedir ao clero que realize o trabalho de divulgação. “A reunião com o bispo foi produtiva, ele se comprometeu e se colocou favorável. Vai elaborar um texto que será enviado às igrejas e também falará sobre o assunto na rádio Metropolitana. Acredito que com esse envolvimento de dom Paulo ganharemos mais força”, diz.

Vale lembrar que, segundo Marcos Mariano, que também é membro do fórum, o arcebispo dom Paulo deve gravar áudio, convocando os fiéis para que participem da greve geral nacional.

Com relação à reunião com o Conselho dos Pastores Evangélicos, esta também foi produtiva. Segundo Marcos, foi acertado outro encontro para realização de palestra aos pastores sobre as causas defendidas pelo fórum. Será um momento de mobilização e informação, a fim de que depois sejam repassadas aos fiéis. “Sentimo-nos acolhidos pelos pastores, que nos deram abertura. Eles disseram que é necessário conhecimento para não levar o povo a participar como massa de manobra”, afirma Marcos.

Fonte: jmonline.com.br

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