29 de Nov 2017

Densidade da chuva foi a razão dos alagamentos nas avenidas em Uberaba

Chuva que caiu na noite de segunda-feira (27) foi considerada atípica. Em diversos pontos foram registrados alagamentos, locais com problemas históricos e o outros onde não havia registro. A população, que conviveu por anos com os transtornos do projeto Água Viva, cobrou explicações da Prefeitura do porquê ainda haver alagamentos. A justificativa está na densidade pluviométrica, que foi além do que os canais comportam.

O secretário de Obras, Nagib Facury, que ontem esteve nos principais pontos de alagamento, diz que este foi considerado um evento atípico, ou seja, em pouco tempo choveu muito além do esperado. Em 2h15 foram 80mm de chuva, o que corresponde a 70% do que estava esperado para todo o mês de novembro. “O projeto Água Viva foi concebido pela média histórica, este é um projeto de cerca de 20 anos, e não se tinha a previsão de chuva desta magnitude. O Água Viva atendeu ao que era possível, os canais trabalharam a plena carga, mas o volume de água que chegou ao centro é muito mais do que os dois canais comportam. Ao mesmo tempo, não é possível fazer um projeto pelo pico, pois, se fizéssemos, seriam necessárias obras faraônicas”, explica.

O engenheiro José Maria Barra, que coordenou a Unidade de Gestão de Projetos do Água Viva, também confirmou a situação. “O projeto das canalizações foi feito por duas empresas de altíssimo nível, com coeficiente de segurança de 40% a 60%, mas, o dia que chover em uma hora a quantidade esperada para 15 dias, não há obra que aguente, podemos fazer canais da largura da avenida Leopoldino de Oliveira, que não terá condições de impedir alagamentos, uma vez que Uberaba tem uma atipicidade por ter declividades”, explica.

Contudo, é preciso destacar os pontos em que não aconteciam alagamentos, locais altos em que houve registros. O secretário disse que o fato está relacionado à quantidade de chuva. Já José Maria Barra explica que nas regiões mais altas não existem galerias secundárias de água pluvial, com isso a água corre no asfalto. “As galerias deveriam ser construídas nas ruas inclinadas, perto dos córregos, como José de Alencar, Constituição, Araguari, Apolônio Sales, Medalha Milagrosa, entre outras”, explica.

Com relação à construção dos piscinões, Barra afirma que não seria possível fazê-los, pois o canal é baixo, e o piscinão tem que ser da mesma altura que o canal, se ele for mais fundo, é preciso bombear água e o custo de energia seria alto. Além disso, a área teria de ser grande, e a Prefeitura teria de fazer desapropriações. “Enfim, os estudos foram feitos e os custos inviabilizaram”, diz.

Fonte: jornaldamanha

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